Esquire Theme by Matthew Buchanan
Social icons by Tim van Damme

18

Feb

Hugo (A Invenção de Hugo Cabret), by Martin Scorcese

A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorcese

Uma obra-prima. Cinema 3D ganha uma razão de existir com o lançamento deste maravilhoso filme de Martin Scorcese. Se os trailers já me deixavam salivando, o filme cumpre a promessa com louvor. Ao contrário de “Avatar”, o filme grandioso e vazio de James Cameron, “Hugo” já começa ganhando por ter um coração enorme. Soma-se a isso boas interpretações da dupla central Asa Butterfield (Hugo Cabret) e Chloë Grace Moretz (Isabelle), um Sasha Baron Cohen comedido, e sir Ben Kingsley ótimo como sempre. Se em “Avatar”, os efeitos 3D eram a razão do filme, em “Hugo”, os efeitos servem de coadjuvante da história, sendo relevantes em dados momentos, e ficando um pouco de lado às vezes. Tudo muito bem editado e amarrado pela história. Mais que um lindo filme sobre um órfão em busca da realização de um sonho, ou em busca de uma aventura, ou em busca de um lar, “Hugo” é uma declaração de amor ao grande cinema antigo, assim como seu maior concorrente no Oscar 2012 “O Artista”.

“Hugo” tem um coração maior que o mundo, e esta grandiosidade é brilhantemente captada pela atuação certeira de Asa Butterfield (Hugo) e direção exímia de Scorcese, um dos maiores diretores da história do cinema. Pena que tanto trabalho passou despercebido por tanta gente, ao julgarmos pela baixa bilheteria, facilmente explicada pelo simples fato de “Hugo” ser um filme infantil feito para adultos. Apesar de uma cena ou outra de apelo infantil, a maioria envolvendo o cão Maximillian, “Hugo” é intenso demais para a criança comum dos dias de hoje. Quem sabe algumas estatuetas na noite de 27/02 não sirvam para consertar este erro nas vendas de blu-ray e DVD. Apesar de grandioso e excelente, deve ganhar as categorias técnicas, deixando os principais prêmios da noite (Filme e Diretor) nas mãos dos franceses de “O Artista”. Mas caso o destino não seja justo com os amigos europeus, “Hugo” é o único filme digno de receber tamanho prestígio.